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>> Sobre a oração em línguas: - Saiba mais

1.O que é orar em línguas?

Orar em línguas é emitir expressões vocais que foram criadas pelo Espírito Santo, quando ao ser....

“Cheios do Espírito Santo e passamos a falar em outras línguas, segundo o Espírito...” (At 2:4)

Essas expressões, embora ininteligíveis para a compreensão natural, se constituem numa ferramenta sobrenatural, posto que foram criadas em nosso espírito renascido.

A prática da oração em línguas deve ser exercida por nossa própria iniciativa. Não precisamos esperar algo especial como um direcionamento, uma emoção, etc.

O texto não diz: "o que sente alguma coisa deve falar em outras línguas”, ou “quem recebe uma direção especial”.

Contudo, não se deve falar em público, salvo, se houver interpretação. pois só assim, o outro pode ser edificado. Foi por isso que Paulo disse para falar na Igreja palavras de entendimento para edificação do outro irmão, explicando que as línguas são para edificação pessoal.

“Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua” (1 Co 14:19).

2.Para que serve essa prática?

Em I aos Coríntios 14:4, Paulo diz que “o que fala em outras línguas a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a Igreja”.

Edificar significa construir, formar, fundamentar. Em termos da vida espiritual, é necessário o exercício desse dom, porque ele é um dom de revelação.

“Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios” (1 Co 14:2)

Os mistérios falados, são segredos divinos, que de alguma forma, traz entendimento sobrenatural. Apesar de que, mesmo as línguas que não se compreende, deve ter uma finalidade, e realmente tem. Orar em línguas é a forma do Espírito Santo se envolver com o espírito. Cada vez que oramos em línguas, uma parte do que Cristo é por nós, a esperança da glória, nos é revelado como disse Paulo aos Colossenses:

“O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória (Cl 1:26, 27)”.

3.Devo separar um tempo especial ou posso orar enquanto executo outra atividade?

“Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera” (I Co 14:14)

Se puder dedicar um tempo exclusivo é melhor, em virtude da revelação que surge depois de algumas semanas, orando em línguas sistematicamente. Pois, pode-se meditar no entendimento que surge, em função daquele tempo despendido para a edificação através das línguas, porém, o valor espiritual é o mesmo.

Mas, é possível fazer outra atividade simultânea; como: dirigir automóvel, cuidar dos afazeres domésticos, e outras mais enquanto se ora em línguas. Porém, é preciso dar atenção especial à voz de espírito (interior), no período posterior, porque sempre brotará algo valioso e eterno lá de dentro da nova natureza.

Os lugares geográficos onde se tomará conhecimento do entendimento revelado serão os mais variados. Abrindo a geladeira de sua casa, ao volante do carro, no banho, não importa, o que realmente importa, é ter o conselho de Deus para viver a vida vitoriosa que Jesus conquistou na Cruz do Calvário.

4.O que fazer com os pensamentos enquanto oro em línguas?

“Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. O que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente”. (1 Co 14:14,15)

Fazer confissão de verdades bíblicas, praticar louvor, adoração pessoal, leitura e meditação na Palavra, de maneira alternada com o tempo dedicado à oração em línguas, ajudarão a manter a mente ocupada, enquanto se ora em línguas.

Por ser um dom de revelação, depois de algum tempo orando, começa-se, a receber o entendimento revelado da Palavra de Deus, onde textos e mais textos surgirão à mente para a meditação. A partir daí, simplesmente deve se entregar à Palavra.

Às vezes uma avalanche de entendimento revelado da Palavra, simplesmente é derramado no coração, e um entendimento somado a outro, e mais outro, deixarão a mente impregnada da verdade da Palavra. Com o exercício, um dia após outro, você não se preocupará mais com o que fazer com a mente. Porém, somente com a prática da oração, adoração, louvor, é que se passará a não mais se preocupar com a mente, enquanto ora em línguas.

Trata-se, simplesmente, de adaptação. A alma (mente, emoções e vontade), se adapta a qualquer coisa a que é sujeitada, de maneira sistemática. Assim, se acostumará, e com o tempo aprenderá a amar aqueles momentos com Deus para orar, adorar, meditar.

5.O falar em outras línguas é para todos?

É óbvio que sim, por se tratar de uma linguagem de edificação, deve-se entender que Deus não quer que uns sejam edificados e outros não.

Se Ele não faz acepção de pessoas, naturalmente quer que todos se beneficiem com o dom. A Bíblia diz que todos foram cheios do Espírito Santo. Observe esse fato em Atos 2:4; 10:44; 19:7.

A dúvida de muitos é por causa da pergunta de Paulo: “falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos?” (I Co 12:30). Nesse texto, ele está falando de línguas com interpretação, que nem todos recebem. Não se trata, então, das línguas para edificação.

As línguas para edificação são para crescimento individual; já as línguas com interpretação, é para edificação da igreja, para a edificação de outra pessoa.

6.Qual é a diferença entre línguas de edificação, intercessão, com interpretação e como sinal aos não salvos?

A Palavra de Deus fala de nove dons do Espírito e fala também de oito ministérios ou, operações no corpo de Cristo. Cada cristão deve estar envolvido em uma dessas oito chamadas, que são capacitadas pelos dons do Espírito.

“Variedade de Línguas”, também chamada de oitava operação no corpo de Cristo, e está no mesmo grau de importância dos outros ministérios exercidos na Igreja. Observe o seguinte texto:

“A uns estabeleceu Deus na Igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, VARIEDADE DE LINGUAS” (II Co 12:27).

Variedade de línguas constituem a base para o desenvolvimento dos outros dons e ministérios no corpo. É por isso que aparece em último lugar. É como se Paulo estivesse descrevendo um edifício do topo para a base.

No capítulo 13 da mesma carta aos Coríntios, Paulo faz o inverso, começa com a variedade de línguas, (a base), até chegar ao amor perfeito, (no topo). No capítulo 14, ele explica o uso da oitava operação, a variedade de línguas e suas implicações a nível pessoal e coletivo, explicando o que é permitido e o que não é permitido fazer com essa operação.

Compreender a oitava operação é de singular importância, pois parte dela é responsável pelo desenvolvimento e capacitação dos outros sete ministérios. A parte de variedade de línguas que é responsável para capacitar as outras sete operações, é precisamente, as línguas de edificação pessoal.

Línguas de edificação

Paulo dedicou o capítulo catorze da primeira carta aos Coríntios para corrigir algumas distorções que haviam nas reuniões daquela Igreja. Baseado no que ele descreve, a Igreja de Corinto não fazia distinção entre os quatro tipos de manifestação deste dom, que são: línguas de edificação (v 2,4), línguas de intercessão (Rm. 8:26), línguas com interpretação (v. 27,28) e línguas como um sinal aos não salvos (v. 21,22; At 2:1-13).

As línguas de edificação constituem no único dos dons do Espírito que pode-se usar quando se querer, não sendo necessário nenhuma manifestação ou direção especial;

“Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. (1 Co 14:2,4).

Esse dom é recebido para edificação pessoal. Também se pode orar em ínguas por quanto tempo desejar. A única restrição ao dom de línguas para edificação é o seu uso em público, simplesmente, pelo fato de que, a pessoa que está ouvindo, não é edificada:

“E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes; porque tu, de fato dás bem as graças, mas o outro não é edificado... contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua... não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus. (I Co 14:16-19, 28)”.

Não será pelo abuso desse dom em reuniões públicas, que muitos corações, tanto de salvos quanto de não salvos, se fecham para a operação do Espírito de Deus?

Creio que é preciso ouvir atentamente a presente exortação.

Línguas de intercessão

“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis (Rm 8:26)”.

Assim, como as outras manifestações de Variedade de Línguas, (interpretação e sinal aos não crentes), a manifestação de línguas de intercessão, não depende de iniciativa própria.

O Espírito Santo simplesmente se move fortemente no espírito e se é levado para os gemidos inexprimíveis, que é o ato de dirigir súplicas a Deus em outras línguas, conforme
Paulo disse em Romanos 8.26.

Normalmente, não se sabe, também pelo que está orando, exceto, quando se recebe o discernimento quanto ao motivo daquelas profundas súplicas que chegam a causar uma espécie de “dor espiritual”, que somente quem já experimentou, pode realmente dizer a natureza daquelas dores.

Assim, às vezes é possível saber, outras vezes não, pelo que se está orando. O importante é, simplesmente obedecer, e deixar essa linguagem fluir para realização daquilo que Deus deseja fazer, como acontecia com o apóstolo Paulo:

“Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gl 4:19)

Línguas com Interpretação

Este dom é descrito na última parte do versículo 10 de I Co 12: “a um, variedade de línguas; a outro, capacidade para interpretá-las”.

A pergunta de Paulo em 12:30, quando ainda não possuía o entendimento que tenho hoje, ficava bastante confuso. Porém, um dia, o Espírito Santo esclareceu que as línguas que nem todos recebem, são precisamente as línguas de interpretação. É por isso que ele pergunta “interpretam-na todos?” (12:27).

As línguas com interpretação equivalem à profecia. É uma palavra inspirada, que após falar em línguas, a própria pessoa ou outra pessoa, recebe o dom de interpretação. Como os demais dons, ela traz sempre um benefício para a outra pessoa. Veja como Paulo ensinou sobre este dom:

“Assim, também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da Igreja. Pelo que, o que fala em outra língua, deve orar para que a possa interpretar. No caso de alguém falar em outra língua (em público)... haja quem interprete. Mas não havendo intérprete, fique calado na Igreja, falando consigo mesmo e com Deus”
(I Co 14:12,13,27 e 28).”



Línguas como sinal aos não salvos

(At 2:6-8). Foi a língua que os discípulos falaram no dia de Pentecostes. Todos os judeus, prosélitos, árabes, partos, medos, elamitas, presentes para a Festa de Pentecostes, “ouviam os discípulos falarem as grandezas de Deus na sua própria língua” (v.11). Observe o que eles disseram:

“Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?” (v. 7,8)

O milagre também pode ser naquele que ouve. Nesse caso, a pessoa continua falando em línguas e o outro compreende no seu próprio idioma. É dessa língua que Paulo fala a seguir:

“Falarei a este povo por homens de outras línguas e por lábios de outros povos, e nem assim me ouvirão, diz o Senhor. De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos... (1 Co 14:21,22).

Sem dúvida que a língua que o incrédulo não pode compreender é outro tipo de língua, senão o versículo seguinte estaria contradizendo o que apóstolo acabava de afirmar. Porque no versículo seguinte, ele diz:

“Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?” (v. 23).

Paulo está falando aqui das línguas que se deve falar para edificação pessoal, mas, que o outro não entende, pois nesse caso, “não falo aos homens, senão a Deus”. São essas línguas, que os indoutos e incrédulos, se ouvirem falar, dirão que os que falam, são loucos.

Porém, isso não acontece quando se fala as línguas que são um sinal para eles, pois nesse caso, eles compreenderiam perfeitamente.

As línguas de sinal aos incrédulos, não se falam quando quer, mas, por soberania exclusiva do Espírito de Deus.

>> Sobre adoração: - Saiba mais

1.O que é adoração?

Adoração é uma expressão de seu espírito, que é fortemente envolvido pelo Espírito de Deus. A adoração é o meio de ser envolvido com Deus e com sua Presença.

Porém, tudo começa com Palavras de louvor. O salmista disse que a gratidão expressada em louvor é a porta de entrada para a presença de Deus:

“Entrai por suas portas com ações de graça e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome” (Sl 100:4).

A oração em línguas para edificação, para os da nova aliança, é muito importante, devido a revelação que vai estabelecendo o fundamento da Palavra, que muito auxiliará na adoração. Adorar sob a revelação da Palavra de Deus é simplesmente maravilhoso!

2.Por que adorar?

Porque esse é o motivo pelo qual Deus criou o homem. Jesus disse que o Pai procura adoradores, e que a hora dos verdadeiros adoradores entrarem em ação, chegou! (Jo 4:23, 24).

Ele quer de volta o homem. Com o sacrifício de Jesus, o mesmo é levado de volta para a comunhão com o Pai. Esta é a oferta que se pode dar a Ele: Nós mesmos!

Através da adoração, oferece-se a Ele o que Ele precisa, a fim de que, a carne perca o seu controle sobre a alma e o corpo.

Coisas como: ansiedades, medos, tormentos, impurezas, avareza, e outras, se desintegram da vida, (interior), através da adoração. A presença de Deus se manifesta e deixa-o livre desses males.


3.Por que acho melhor adorar na Igreja do que sozinho?

Na verdade, pouco se adora na Igreja. Isto porque, nem todos conseguem entrar ao mesmo tempo, com a mesma intensidade na Presença dEle.

O princípio da adoração foi transmitido no Novo Testamento pelo próprio Jesus à mulher samaritana, (João 4). Interessante observar o fato de que, o princípio foi ensinado a uma pessoa e não a um grupo. Porém, a adoração pessoal e voluntária é poderosíssima!

O que se chama de adoração na Igreja na verdade, é louvor cantado, que é bonito, deve ser praticado, tem seu lugar e valor. Porém, é muito diferente quando espontaneamente, não porque outros estão fazendo, decide-se louvar a Deus com as próprias palavras.

Outra razão de se adorar tão pouco na Igreja, é por haver falta de entendimento sobre essa prática, e também, porque a grande maioria dos cristãos não têm intimidade com Deus e precisam dos instrumentos, músicos, etc. para os ajudar. Não é errado louvar juntamente com os irmãos, porém, adoração é outra coisa.

>> Sobre a prática do jejum: - Saiba mais

1.Jejum é uma prática para nossos dias ou não?

“Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus muitas vezes, e teus discípulos não jejuam? Respondeu-lhes Jesus: Podem caso estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar” (Mt 9:14, 15).

De acordo com o que Jesus declarou acima, não há nenhuma dúvida. Da mesma forma que o jejum foi importante na vida dos apóstolos, também é para os dias atuais.

Jesus simplesmente fez uma observação, que enquanto ele estivesse na companhia dos discípulos, não haveria necessidade destes jejuarem, porque eles ainda estavam sendo treinados. Eles eram os convidados e Jesus o noivo.

Mas chegaria a vez deles próprios assumirem a responsabilidade na obra de Deus. E então, Jesus falou do dia do ministério deles: “Nesses dias hão de jejuar” (Mt 9:15). Sendo assim, após sua partida, os discípulos entrariam nessa prática.

O Jejum é uma das práticas espirituais mais poderosas. Porém, ele não substitui a oração em línguas, a adoração e a meditação na Palavra. Sua atuação, e incidência são sobre a carne, a velha natureza.


2.Por que jejuar?

“Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas, põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam” (Mt 9:17).

O jejum é um instrumento de disciplina para o corpo, o qual foi educado pela carne, que é a velha natureza, mas agora, precisa conformar-se à nova natureza.

A idéia do jejum é abstinência daquilo que é usual e rotineiro, não necessariamente de alimentação, mas também, inclui esta. Assim, longe do barulho, das ocupações e preocupações do dia a dia, o crente pode, à base de água ou de sucos, ou com alimentação leve, ou apenas uma refeição diária, dedicar maior tempo à oração e meditação na Palavra de Deus.

Devido ao tempo despendido à oração e à Palavra, o jejum tem um efeito silenciador e mortificador sobre os apetites da velha natureza. A alma (emoções, mente e desejos), começa a receber influência da nova natureza.

Jesus disse que o jejum tem sobre o corpo, o mesmo efeito que o vinho novo (a nova natureza) tem em odres novos. Porém, quando colocado em odres velhos, (o corpo sob a liderança da velha natureza), o odre não suporta a força do vinho novo.

Nesse caso, rompe-se o odre, o corpo se rende à velha natureza e o vinho se perde.

Através do jejum, é como se adquirisse um novo corpo (odre novo), para não ocorrer o rompimento dos odres velhos (a velha natureza), e o vinho se perder.

O jejum tem o poder de mortificar a carne para que o corpo sirva aos interesses da nova natureza e não mais seja escravo da velha natureza.

“Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça” (Rm 8:10).


3.Quantos dias se deve jejuar?

Na verdade, cada um deve encontrar o seu próprio limite neste assunto. A Bíblia relata o limite máximo de 40 dias, não mais (Mt 4.1-11). Mas, não há nenhuma recomendação quanto ao número de dias que se deve jejuar.

Creio que, uma boa medida, é desenvolver a prática do jejum gradativamente, treinando o corpo aos poucos, até que se consiga realizar um jejum mais prolongado.

O jejum mais prolongado exige alguns cuidados especiais com o corpo. Sendo assim, deve-se buscar instruções antes de entrar em um período desses.

É preciso saber como se preparar, como continuar e como sair de um jejum prolongado. Já pode encontrar matéria instrutiva a respeito através desse meio. Qualquer pessoa pode pedir estas instruções que lhe será enviada gratuitamente.

>> O que é prosperidade: - Saiba mais

1.Ser próspero é o mesmo que ser rico?

Não. O conceito bíblico de prosperidade é a generosidade. A viúva pobre que estava presente na sinagoga foi o exemplo que Jesus usou para ensinar aos discípulos a diferença entre, ser rico e ser próspero.

Os fariseus pareciam contribuir mais do que todos naquela reunião, porém, Jesus disse que eles davam do que sobravam, ela contudo, dava da abundância de seu coração generoso, todo o seu sustento.

“Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobravam; esta, porém, da sua pobreza, deu tudo o que possuía, todo o seu sustento” (Lc 21. 1-4).

O raciocínio de Jesus é simples, Não é o montante que se oferta que conta, pois, para as pessoas presentes no momento da oferta, parecia grande soma, mas para os ofertantes, era apenas a sobra. Pode-se enganar as pessoas, mas nunca será possível enganar a Jesus.


2.Quais os principais obstáculos para alguém prosperar?

Sem sombra de dúvida, a incredulidade e a avareza operam juntamente como obstáculos à prosperidade. A incredulidade é falta de conhecimento e prática da Palavra de Deus. Conseqüentemente, é falta de envolvimento com a Pessoa de Deus, falta de conhecer a Deus.

Assim, fica fácil se agarrar-se ao dinheiro como esperança e segurança, justamente pela falsa sensação que ele dá. O dinheiro também dá status, atrai “amigos”, e com isso dá ao seu possuidor muito poder entre os homens. Pois, quase tudo neste mundo se adquire com dinheiro.

Jesus disse que os espinheiros que sufocam a Palavra de Deus, impedindo-a de dar frutos, são “os cuidados do mundo, a fascinação pela riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a Palavra, ficando ela infrutífera” (Mc 4.19).

3.E quando o dinheiro aparece, o que fazer com ele?

A Bíblia diz que Deus deu saúde “para adquirirmos riquezas, para que a aliança seja estabelecida” (Dt 8:18).

Jesus disse para se fazer amigos com o dinheiro da iniqüidade, para que quando as riquezas terrenas faltarem, esses amigos (pessoas que ganhamos para Cristo, por causa de nossa participação financeira na obra de Deus), nos recebam nos tabernáculos eternos. (Lc 16:9).

O dinheiro não é mau em si mesmo. Mas, Paulo advertiu: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmo se atormentaram com muitas dores” (1 Tm 6.9).

A obra de Deus precisa de dinheiro. Até mesmo no ministério de Jesus necessitou-se de dinheiro (Lc 8:2, 3), porém, a Palavra de Deus faz sérias advertências à forma perigosa de se apegar ao dinheiro.

>> O que é meditar na Palavra: - Saiba mais

1.Qual é a melhor maneira de meditar na Palavra?

Creio que cada um, adquiri com o tempo, o seu próprio método de meditação na Palavra.

Vejo que se deve em primeiro lugar, aguardar silenciosamente, na presença do Espírito, após um período de oração em línguas e adoração pessoal.

Normalmente, surge um pensamento, ou uma passagem bíblica, ou um assunto sobre o qual Ele deseja ensinar. Aí, não pode haver preguiça e nem pressa, é preciso seguir a orientação dEle, descobrindo onde começa e onde termina o assunto no texto em questão.

Deve-se ler vez após vez, intercalando com momentos de oração em línguas e louvor pessoal (que entende-se por adoração).

Se não vem um pensamento ou texto específico das Escrituras, deve-se seguir com a leitura diária da Bíblia, sempre procurando interagir com o texto, procurando a idéia principal, a mensagem que Jesus, Paulo, ou outro está procurando ensinar.

Em seguida, humildemente, é preciso vasculhar áreas da vida que precisam ser acertadas. Assim, é preciso aplicar a verdade do texto à vida. Porque, aquela compreensão veio para que o procedimento seja mudado.

Sempre é possível anotar o entendimento das meditações, assim, pode-se recorrer a eles de vez em quando.

Se fica ansioso, é preciso aquietar primeiro ou se cometeu algum erro, falha ou pecado, é preciso confessar, porque, embora a graça de Deus seja abundantemente disponibilizada para perdoar, não se pode ignorar aquela prática que está em desacordo com a Palavra de Deus.

Sempre há coisas para confessar e compartilhar com Deus não é mesmo? (Sl 32:5; I Jo 1:9).


2.Qual é a importância da leitura e memorização do texto na meditação?

É de suma importância, porque Jesus disse que: “o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14:26).

Se o Espírito “fará lembrar”, é preciso que se tenha conhecimento básico, adquirido com a simples leitura da Palavra. E quanto maior o número de textos conhecer, melhor, pois, poderá meditar e se refugiar nas escrituras em qualquer lugar e situação.

É importante considerar o fato de que, o Espírito não fala no momento que se quer, mas, no momento em que há condições de OUVÍ-LO.

O que é preciso fazer, é abrir espaços, através da leitura da Palavra, oração em línguas e da adoração, para que, durante o dia, a caminho do trabalho, ou calçando os sapatos, não importa, o canal de comunicação no espírito esteja livre para o entendimento que surgirá dentro do coração.


3.Quando é que Deus fala pela Palavra?

Quando um entendimento espiritual, uma verdade eterna, é compreendida no coração, então, seguramente, ouve-se Deus falar pela Palavra ao coração.

Mas, é preciso atentar-se para o fato de que, Deus fala através simples leitura da Palavra, pois ela está impregnada da vida de Deus.

Sendo assim, precisa-se conservar a simplicidade para a meditação, pois há o risco de, aproximar-se da Palavra, sempre aguardando alguma coisa especial que o Espírito quer revelar, mas, nem sempre é assim.

Há momentos em que a simples leitura da Palavra, em virtude da quietude da alma, trará uma avalanche de revelação de Deus.

Porém, é necessário lembrar sempre, que a forma de preparar o coração para ouvir a Palavra é, sempre edificando o espírito, orando em outras línguas, e acalmando a alma agitada, agradecendo e adorando a Deus, tendo o cuidado de colocar em prática o que Ele vai ensinando, como está escrito:

“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1:22).

>> O que Deus me chamou para fazer: - Saiba mais

1.O que fazer para descobrir meu chamado para servir?

“Aquele que sonda os corações, sabe qual é a mente do Espírito, e, segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos (Rm 8:27)”.

Se quem conhece o plano de Deus para sua vida é o Espírito Santo, logo se faz necessário se envolver com Ele.

A Oração em línguas traz o fundamento da Palavra para Ele agir em sua vida, a adoração manifesta a presença DELE ao seu viver e, conseqüentemente, passa a conhecer passo a passo, seu maravilhoso plano e propósito.

Paulo disse em Romanos 12:2, que se a mente for renovada pela Palavra de Deus, é possível experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para uma vida plena. E no versículo 1, Paulo disse que deve se oferecer no altar da oração, se quiser mesmo descobrir a vocação.

Todos possuem muitos talentos, com os quais podem servir a Deus de várias formas. Mas, o texto fala da perfeita vontade de Deus, que é encaixar-se dentro da chamada e vocação que Ele tem para cada um de maneira individual.

Atender a chamada para funcionar no Corpo de Cristo, a Igreja, jamais poderá ser atendida, se não se envolver com o Espírito de Deus, pois, afinal, é Ele quem tem em mente o que Deus preparou para cada um individualmente.


2.Existe algo mais do que Pastor, Evangelista, Mestre, etc?

Sim, a Bíblia diz que ele chamou uns para pastores, outros para evangelistas, outros para apóstolos, profetas, mestres, socorros, governos e variedade línguas. (Ef 4.11; I Co 12:28,29)

Essas três últimas operações no corpo de Cristo, reúnem a maior quantidade de operações. Como no corpo humano, a maior quantidade de membros e órgãos, funcionam sem serem vistos, como o coração, pulmões, rins, fígado, e outros.

Na Igreja, ministérios como os intercessores; aqueles que geram recursos financeiros; pessoas com dons administrativos, etc. são tão necessários à obra, quanto os evangelistas operadores de milagres.

Tem uma diferença: o evangelista é como os olhos, que podem ser visto. Já, aqueles que são chamados para contribuir, administrar, interceder, etc., são vocações que se costuma chamar de “bastidores”, como os órgãos internos do corpo. São igualmente importantes, porém, não aparecem tanto. Às vezes, não aparecem nunca.

Porém, não importa a aprovação e aplauso dos homens, o que importa, é cumprir com fidelidade, o ministério que foi confiado, como disse o apóstolo Paulo:

“Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria” (Rm 12:4-8).

3.O galardão do pastor é diferente do zelador?

Não. Não há hierarquia de importância nas chamadas ministeriais, da mesma forma que não existe um órgão mais importante que outro no corpo humano, “pelo contrário”, disse Paulo: “os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (I Co 12:22).

A recompensa será em função da fidelidade, diligência e dedicação na diversidade de vocações no Corpo de Cristo.

O que pesa, o que é levado em conta, afinal, é como cada um dedica-se ao seu próprio dom e chamado. Romanos 12:3-8.

Jesus falou que, tanto o profeta, como aquele que serve um copo de água fria ao profeta, ambos, receberão galardão de profeta. Marcos 9:41.

Aqueles que puderem devem estudar a vida e ministério de homens como Epafras, Timóteo, Tíquico, Epafrodito, entre outros. Há mais familiaridade com Paulo, o grande apóstolo. Mas, veja o que Paulo fala a respeito de um desses homens:

“Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; antes, tendo ele chagado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar. O Senhor lhe conceda, naquele Dia, achar misericórdia da parte do Senhor. E tu sabes, melhor do que eu, quantos SERVIÇOS ME PRESTOU ELE EM ÉFESO” (1 Tm 1:16-18).

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